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Review Pragmata | Uma novidade necessária por parte da Capcom

Review Pragmata | Uma novidade necessária por parte da Capcom

Muitos estúdios veteranos da indústria de games costumam investir pesado em suas propriedades intelectuais igualmente "maduras". É interessante quando algumas delas lançam novidades, saindo da zona de conforto. O exemplo mais recente é a Capcom com o game Pragmata, uma nova IP que o tradicional estúdio de Resident Evil, Monster Hunter e Street Fighter precisava. Review Pokémon Pokopia | A joia da coroa de toda uma franquia Review My Hero Academia: All's Justice | Promete tudo, mas entrega pouco O game é dirigido por Cho Yonghee, que é um artista da Capcom, tendo trabalhado no remake de Resident Evil 3 como diretor de arte e no DLC "End of Zoe" de RE7. Antes disso, ele passou por Metal Gear Rising: Revengeance e NieR: Automata, também como responsável pela parte artística. A temática de Pragmata flerta um pouco com os jogos da Konami e PlatinumGames em que ele trabalhou, já que estamos falando de futuro e muita tecnologia, apesar de apresentar particularidades. O jogo chega no dia 17 de abril, depois de dois adiamentos, para PC, PS5, Nintendo Switch 2 e Xbox Series. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Prós Protagonistas carismáticos com relacionamento envolvente Combate muito dinâmico e criativo Uma vitrine para o path tracing no PC Extras que garantem um bom fator replay Contras Desenvolvimento da história um tanto previsível, embora ainda emocione   Artemis II voltando da lua e os jogadores indo para lá Quando comecei a jogar Pragmata, a tripulação da missão Artemis II tinha acabado de chegar na Terra. Esse foi um momento histórico para a humanidade, já que foi a primeira vez que pessoas viram o lado da Lua que não vemos daqui de baixo. Em paralelo, abro o jogo e a tela inicial belíssima mostra nosso planeta sob a perspectiva de nosso satélite, cercado pela vastidão escura. O tipo de relacionamento entre Diana e Hugh é algo bem comum em muitos filmes, mas é muito agradável de acompanhar - Raphael Giannotti A Lua fascina a humanidade desde o princípio da nossa existência. Já pisamos lá, voltaremos a colocar nossos pés em breve e Pragmata traz um futuro em que a humanidade a explora de forma ferrenha, extraindo minerais para desenvolvimento tecnológico em um futuro distante, com máquinas dignas de uma obra sci-fi que, ao que tudo indica, ainda demoraremos anos para ter. No papel de Hugh Williams, somos enviados à base lunar para investigá-la depois de alguns acontecimentos, algo parecido com o que vimos em um outro jogo recente com a mesma temática. Ele vai com uma equipe, que é aniquilada já na primeira cutscene. Hugh é abatido e salvo por uma menininha, que é a peça central da trama. A evolução no relacionamento entre Hugh e Diana é parte central do game (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech) Não é segredo que Diana, ou D-I-033607, é uma androide, já que a Capcom deixou isso bem claro no material já divulgado. Ela auxilia o coprotagonista em sua busca por uma forma de entrar em contato com a base na Terra e também de dar o fora dali depois do que viu. O mais especial da narrativa de Pragmata é o relacionamento entre os dois. Ele, um cara que não tem jeito com crianças; ela, uma "menina" curiosa, que não entende os jeitos dos humanos, mas está sempre querendo aprender sobre isso e passa a sonhar em ir para Terra. Essa é a principal forma como a história é apresentada. Ela é emocionante, intrigante em algumas partes, divertida, triste, mas previsível, embora isso não tire seu mérito de ser boa. Além disso, detalhes minuciosos da trama é contada através de vários documentos, alguns até secretos, e hologramas espalhados pelos cenários, no bom estilo Dead Space (não, Pragmata não tem terror). Eles revelam o temor dos funcionários da empresa em perderem espaço para os bots autônomos e sua IA, um debate que está super em alta agora. Hackeando e atirando pela Lua Apesar de ter amado o progresso da história, não tem como negar que o gameplay de Pragmata é o maior destaque. Eu revirei minha memória para ver se encontrava algo como o que esse game apresentou nos combates, mas não consegui me recordar de nada similar. A ação do jogo é realmente diferente e eu aceitei muito bem. Os trailers já mostraram que você precisa hackear um inimigo com Diana para, então, atacá-lo com as armas de fogo de Hugh. Mas os trailers mostram somente o básico dessa questão. Porém, a situação fica bem mais complexa conforme avançamos. Mirar em um inimigo, enquanto você olha para um gráfico de hack, ao mesmo tempo em que precisa ficar esperto com o comportamento do inimigo, é desafiador e divertido. Eu comprei muito a ideia, então me diverti bastante com esse elemento. Existem diversas habilidades diferentes para serem usadas no hack de Diana (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech) Conforme avançamos na árvore de habilidade dos personagens e os inimigos mais fortes vão aparecendo, o sistema se torna ainda mais complicado, com hacks tão desafiadores que podem até fritar seu cérebro por poucos segundos, tempo suficiente para levar um ataque do inimigo e ter que refazer o hack de novo. Saindo do combate, Pragmata também se mostra como um bom jogo de plataforma. Hugh pula, consegue dar dash no chão e no ar, e também planar por um breve período de tempo, tudo graças aos seus propulsores. Quando não existe gravidade, a potência de tudo isso é elevada. E para progredir pelo game, você ainda terá que hackear outras coisas também, principalmente portas. A progressão do jogo não o deixa ficar repetitivo ou entediante - Raphael Giannotti A diversão dos extras Pragmata funciona assim: existe um hub, que é onde você faz seus upgrades, conversa com Diana e o um bot (chamado de Cabin) que tem um bingo que você pode completar para destravar roupas e habilidades. Desse lugar, conseguimos ir para as diferentes regiões da base lunar conforme progredimos. E aqui vale uma observação: apesar de se passar em uma base lunar, os cenários são diversificados. Cada área tem seus colecionáveis e os mais divertidos para mim foram os replicadores, que são impressões de objetos e cenários da Terra para crianças interagirem. Cada cenário tem uma determinada quantidade desses objetos, e ao coletar todos, você destrava uma ambiente para Diana brincar. Não vou falar quantos são, por que entregaria o tamanho do jogo. É muito legal ver a interação de Diana com objetos da Terra (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech) Diana tem inúmeras interações com esses ambientes que você constroe, e é bem legal vê-la brincando neles. Além disso, o hub vai se transformando conformes coletamos os replicadores e a menina faz uma bagunça. Ela sempre terá o que falar de cada um deles, e não só isso, como também comentar sobre o progresso da história. Como dito antes, esse é um dos maiores pontos alto do game: a relação entre os dois. Além dos replicadores, cada cenário tem também baús, habilidades e mais espalhados. Quando você entra no menu de viagem para as áreas, cada checkpoint mostra o que ficou faltando e o que você já conseguiu, então é bem tranquilo para acompanhar seu progresso extra. Uma vitrine para reflexos em path tracing Recebemos a chave para PC, e então pude testar o path tracing em uma GeForce RTX 5070. O game foi feito na RE Engine, como é de se esperar, e conta com implementação também de ray tracing, caso queira aproveitar melhores sombras e reflexos em uma GPU que não tenha fôlego para path tracing. A base lunar de Pragmata é um prato cheio para reflexos, e com a tecnologia mais avançada, conseguimos ter um alto nível de detalhe com Hugh e Diana, entre outros elementos, aparecendo por toda parte, seja chão, paredes, objetos, enfim. Depois de Cyberpunk 2077, o novo game da Capcom foi o que mais me impressionou nesse quesito. Com path tracing, Pragmata tem visuais espetaculares (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech) Em relação a desempenho em geral, Pragmata é muito bem otimizado, mais do que Resident Evil Requiem (lembrando que ambos foram desenvolvidos em paralelo). Em 1440p, com tudo no máximo e path tracing, com o auxílio do DLSS no modo qualidade, foi possível manter a taxa de quadros sempre próximo de 100 FPS. Vale a pena jogar Pragmata? Eu vejo Pragmata como uma grata surpresa. Geralmente, vemos novas ideias vindas de estúdios novos ou menores, mas a Capcom conseguiu entregar algo sólido, criativo e divertido. Em minha experiência, foram 10 horas que nem vi passar. Caso você queira ir para os 100%, esse tempo pode até dobrar. Até a publicação dessa review, eu ainda não cheguei lá, mas definitivamente continuarei jogando e explorando os novos modos de jogo que abrem depois, além de buscar todas as roupas e habilidades extras para um New Game+. Leia a matéria no Canaltech.

Fonte: Canaltech — Leia a matéria original

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